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Um pouco sobre Arquitetura Colonial

Olá, amigos leitores, queijeiros, colegas da faculdade, professores, plantadores de batata… enfim, todos vocês que visitam, ou que deixarão de visitar o blog (esperamos que não!), hoje e daqui pra frente o assunto é “Arquitetura no Brasil”.

Calma aí, “não vá embora, fique um pouco mais”, o assunto pode parecer chato, ou mesmo só interessar aos acadêmicos de arquitetura e urbanismo, mas não é. Tenha certeza disso! Preparados?! Let´s rock!

Vamos ver uma foto então, e falar um pouco sobre a mesma.

Ouro Preto-MG - rua estreita

Ouro Preto-MG - rua estreita

Essa foto, tirada em Ouro Preto, nos dá noção de como eram estreitas as ruas, também pudera, naquela época não existiam veículos de grande porte, e o meio de locomoção mais moderno que existia era uma carroça, isso se você era da “high-society”, caso contrário, pernas pra quê te quero! Mas quem sofria mesmo eram os cavalos, bois, burros e os escravos que puxavam essas carroças ladeira abaixo, pois em Ouro Preto, a topografia exige um bom preparo físico, e olha que essa “subidinha” ali, é uma das mais tranquilas. Detalhe, para o corrimão do lado direito da foto. Agora pense um pouco, será que isso existia na época? Pense e responda, mas antes vamos ver mais algumas fotos.

Fonte de água - Ouro Preto-MG

Fonte de água - Ouro Preto-MG

Reparem nas duas tiazinhas do lado da fonte e reflita. Você não está enganado, elas estão ali no maior papo, trocando umas receitas, contando uns causos, falando sobre a bolsa (provavelmente a bolsa nova que uma delas comprou), o preço do feijão: “Uai sô, tu viu Maria, o preço do carioquinha?”. Fofoca da boa! E é isso mesmo, naquela época essas fontes era o ponto de encontro de muitas mulheres, e o atraso de muito almoço! A versão colonial dos “points”, hoje em dia a galera vai no posto de gasolina estaciona o carro e fica tomando uma cervejinha. Ali amarrava-se o cavalo num toco, dava uma água para o alazão e batia um “dedinho de prosa”. Familiar não é mesmo?

Igreja de Nossa Senhora Rosário dos Pretos - Ouro Preto-MG

Igreja de Nossa Senhora Rosário dos Pretos - Ouro Preto-MG

Essa foto mostra a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, também em Ouro Preto-MG. Aí vai uma dica para aquela conversa de bar: Ouro Preto era chamada de Vila Rica. Você pode dizer também que…”essa igreja é um tanto quanto ousada para os padrões construtivos da época, pois apresenta um desenho curvo na sua fachada, diferente de muitas outras…” Além disso, percebe-se a limitação técnica pelas suas aberturas, janelas estreitas e verticalizadas. Sem contar a espessura das paredes, que eram “grossas” mesmo! Pois como você SABE, o sistema construtivo da época era limitado, fazendo uso da alvenaria de pedra ou tijolos de adobe (que pode ser considerado o avô, bisavô, ou mesmo, o pai do tijolo, sendo feitos de terra, palha, água, basicamente…)

Vamos para Congonhas-MG agora. Essa foto mostra o Adro dos Profetas e a Igreja do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos. Novamente, perceba a relação entre as janelas e a parede, ou mesmo, os cheios e vazios. Mas o que chama a atenção mesmo são esses “caras” fazendo umas poses esquisitas, pois bem, esses caras (ou se você preferir chamar de os 12 profetas, o que seria mais prudente) são umas das manifestações artísticas mais importantes do Brasil Colonia, e são de autoria de Aleijadinho. Esse por sinal, pode ser chamado de “O cara”, porque apesar de lhe faltar alguns dedos entre outros, ele conseguiu realizar maravilhas. Agora, imagine se ele estivesse “completo”

Santuário de Bom Jesus de Matosinhos - Congonhas-MG

Santuário de Bom Jesus de Matosinhos - Congonhas-MG

A arte sacra era muito valorizada nessa época, pois era uma maneira de educar religiosamente a população que em sua maioria se tratavam de analfabetos e leigos. Portanto, ao se visitar as igrejas desse período, você poderá afirmar o que está sendo dito aqui. Além disso, podem ser vistos nos forros das igrejas, pinturas que tinham um caráter ilusionista. Sem contar que muitas delas, possuem ouro, muito ouro em suas talhas.

Viu só? Não doeu nada, aprender um pouco sobre arquitetura colonial. O nosso próximo assunto irá abordar a corrente Neoclássica, no Brasil. Isso não quer dizer que vamos deixar de lado a arquitetura colonial.

Voltem sempre 😉

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